Estudio Amador - Usando luz contínua (1)

Posted 31 December, 2007 in Ensaios, Tutoriais

Com a popularização da fotografia tenho visto nas galerias virtuais que visito um número enorme de amadores com imenso talento (atenção, a palavra amador é usada aqui no seu real sentido, ou seja, pessoas que desenvolvem uma atividade por prazer, e não no sentido pejorativo de coisas mal feitas) desenvolvendo trabalhos de grande qualidade.

Para quem gosta de fotografar pessoas sempre faz falta um pequeno estúdio fotográfico. Embora a luz natural seja uma boa saída para a execução de pequenos ensaios, existem situações em que somente um ambiente fechado pode dar conta. Flash de estúdio não são tão caros quanto se pensa, mas não é todo mundo que está disposto ao investimento ou possuí uma câmera que possa se adaptar a esse tipo de equipamento.Por isso o tutorial abaixo é para quem quer trabalhar situações de luz e sombra na fotografia, ideal para ensaios mais sensuais ou de nu artístico, embora ensaios normais possam também serem feitos com a técnica. Tudo o que é descrito aqui é feito de modo caseiro (um estúdio Tabajara no jargão da fotografia, hehe) e pode ser montado com pouco investimento.

Tipo de luz

A luz mais utilizada nesse tipo de situação são as halógenas. Esse tipo de lâmpada também é utilizada na fotografia profissional e existem conjuntos a venda por preços que não chegam a R$ 600,00. Mas é possível montar em casa com materiais encontrados em lojas do seguimento de construções. Um pequeno refletor com lâmpadas de 500w, fio com tomada e um pequeno suporte não chegam a R$ 50,00. Pontos negativos desse tipo de luz são o alto consumo de energia e o grande calor gerado no ambiente. As fotos abaixo foram feitas com luz halógena.

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Outra solução são lâmpadas comuns de 100W e 200W em pequenos refletores de jardim. Recomendo que sejam no mínimo dois para poder brincar com luzes em diferentes ângulos. A intensidade da luz desses refletores é bem menor, mas o consumo de energia e o calor ficam dentro de patamares normais. A foto abaixo foi feita com lâmpada comum de 200W.

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Difusor

Infelizmente, a luz que sai dos holofotes é muito dura e gera um contraste muito forte na modelo. É necessário um pequeno difusor na frente da luz para que a iluminação seja o mais suave possível. Pode-se usar um plástico (geralmente o plástico chamado isolene), mas tendo cuidado para não chegar muito perto do refletor para não derreter, ou usar uma solução que descobri que é jatear o vidro do refletor com areia. Funciona muito bem e acaba ficando mais barato do que o plástico.

Fundo infinito

Para o fundo infinito (que vai ficar atrás da modelo) pode-se usar um tecido preto (eu uso o Oxford). Parte do tecido deve ficar na parece e outra no chão onde a modelo vai pisar, dando a impressão de um fundo totalmente uniforme. Acredito que esse seja o investimento mais alto do ensaio. Eu comprei 8 metros divididos em duas partes. Então montei um fundo com 3 metros de diâmetros com 4 metros na parede e quatro metros no chão. No meu caso foi suficiente.

Câmera

É possível trabalhar tanto com câmeras de filme quanto com câmeras digitais nesse tipo de ensaio. Nas câmeras de filme é necessário uma que tenha uma lente bem luminosa (em torno de f/2,8) , trabalhar com filmes com ISO 400 (recomendo os da Fuji, pois geram uma granulação menor) e com velocidades muito baixas. Se a luz for alógena da para usar uma velocidade em torno de 1/60, mas se forem refletores comuns tem que ser entre 1/30 e 1/40. Se você não tem uma mão muito firme é necessário um tripé para o ensaio. Veja abaixo algumas fotos feitas com filme Fuji ISO 400.

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Nas, câmeras digitais a coisa fica mais complicada, pois poucas possuem qualidade aceitável em ISO alto. Não é como no filme que eu posso sair e comprar um ISO alto de qualidade para minhas fotos. O sensor é fixo e, geralmente, o ISO 400 já é bem fraquinho. Mas, mesmo assim, é possível dar uma pequena editada no photoshop depois. Câmeras DSLR geralmente possuem boa qualidade com pouca luz e o ISO 800 é uma opção aceitável. Regulagens de abertura e velocidade são iguais ao das câmeras de filme. Veja abaixo fotos feitas com a Fuji S5600fd, uma compacta com ótima qualidade de imagem em ISO 800.

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Tratamento da imagem

Mesmo com todas essas regulagens baixas, existe a possibilidade das fotos ficarem subexpostas (pouca luz). Nada que uma pequena edição no Photoshop não resolva. Um inconveniente desse tipo de iluminação caseira é o tom alaranjado que fica nas fotos. No caso das digitais o Whith Balance da câmera resolve grande parte desse problema. Com as câmeras de filme é necessário usar um filtro azul para quebrar essa cor. O Photoshop possuí um filtro azul digital, mas o resultado não é muito bom. No caso da coloração ficar muito forte ou de a foto apresentar muito ruído ou granulação, uma saída é converter a foto para preto e branco. Veja abaixo uma foto original e a edição final.

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Ensaio

Bem, nessa parte fica por conta da criatividade do fotógrafo. Recomendo dar uma olhada na net alguns ensaios parecidos com o que você quer fazer. É interessante mostrar para a modelo esses ensaio para que ela possa reproduzir as poses e dar contribuições para a composição das fotos. O mais complicado, no caso do sensual e do nu, é encontrar a modelo. Geralmente a galera apela para namoradas e amigas. Pode parecer complicado, mas minha experiência mostra que pelo menos 80% das mulheres já demonstraram a fantasia de fazer esse tipo de ensaio. O que pega é a vergonha e falta de confiança no fotógrafo. Cabe a você mostrar seu profissionalismo e inspirar segurança. Depois do primeiro ensaio pronto mostrar o resultado para as futuras modelos é um forte ponto de convencimento. Por último, falo do ensaio com mulheres porque é o que fiz até hoje. Nada impede que o modelo seja homem, afinal é tudo fotografia.

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Bem gente, é isso;

- Qualquer dúvida é só colocar nos comentários.
- Existem tutoriais bem específicos espalhados na net sobre esse assunto. Esse aqui é do Flávio Steffens de Castro. Meio antigo mas ainda é válido.
- Todas as fotos desse post são de minha autoria, com excessão das duas primeiras que foram feitas por minha Padawan Renata Zacharias.

Unicef Photo of the Year (1)

Posted 27 December, 2007 in notícias

Saiu a premiação do concurso “Foto do Ano” patrocinado pela UNICEF. A vencedora foi a fotógrafa americana Stephanie Sinclair. A imagem vencedora retrata um casamento no Afeganistão entre um homem de 40 anos (que na foto aparenta ser muito mais velho do que isso) e uma garota de 11 anos. Isso representa um velho costume daquele lugar em casar pessoas de idades tão diferentes (claro que a pessoa mais nova é sempre a mulher).

O prêmio da UNICEF tem um caráter muito mais político do que artístico. A imagem é usada para propagar algum discurso sobre direitos humanos ou que defenda alguma minoria oprimida. Nesse caso são as milhares de crianças que são casadas com adultos por conta de costumes locais. A UNICEF aponta que, atualmente, existem mais de 60 milhões de jovens mulheres (que ainda não atingiram a idade adulta) casadas por todo o mundo. A maioria se encontra na Asia Meridional.

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O prêmio UNICEF Photo of the Year é organizado desde o ano 2000 pelo comitê Alemão da UNICEF e patrocinado pelo Citibank.

Veja mais no site oficial do evento: Photo of the Year

No buraco da agulha (0)

Posted 20 December, 2007 in diversos, notícias

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Bem, como sabemos a fotografia é uma expressão artística que, mesmo depois de um século de desenvolvimento, ainda possuí fronteiras não exploradas. Por todo Brasil projetos inovadores voltados para a produção de imagens estão em desenvolvimento. Um que me chamou atenção foi o projeto chamado Brasil pelo Buraco da Agulha. Idealizado pelo fotógrafo Mica Costa Grande ele constituí no registro fotográfico de imagens de todo o Brasil com a maior câmera pin-hole móvel do mundo.

Para quem não sabe, pin-hole (buraco de agulha) é aquela foto feita com câmeras artesanais. É uma técnica muito utilizada em cursos introdutórios de fotografia por demonstrar como funciona na teoria e na prática o processo da câmara escura. No projeto de Costa Grande, a câmara pin-hole é o baú de um caminhão Volkswagen Constellation 17.250. O Baú do caminhão possuí um comprimento de 7 metros e a imagem será captada por um buraco de 2 milímetros feito na parte de trás do caminhão. Cada foto vai ter em torno de 5 metros quadrados de tamanho. Como não existe uma lente para amplificar a entrada da imagem o tempo de exposição para formação da fotografia é de 08 a 12 horas.

O projeto começou a ser desenvolvido em abril de 2007 e tem previsão de término nesse mês de dezembro. Ao final dessa aventura terão sido percorridos 25 mil quilômetros pelo Brasil. As atividades tiveram o patrocínio do Ministério da Cultura do Brasil, USP, Instituto Camões e da VW. Maiores informações podem ser encontradas no site oficial do projeto.

Eu quero uma Olympus Trip (3)

Posted 19 December, 2007 in Equipamentos, diversos

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Recentemente o folclórico fotógrafo Ken Rockweel, fez um review da Olympus Trip. A câmera é uma rangefinder das mais simples, porém com uma ótima qualidade de imagem. O que causou um certo alvoroço no mundo fotográfico foi as comparações feitas pelo Ken. Ele confrontou a Olympus com a Canon EOS 5D, câmera de 12 megapixels e com sensor Full Frame. O pior é que a Olympus saiu ganhando pelos resultados do teste.

A Olympus foi usada com a lente básica de 40mm e abastecida com um filme Fuji Velvia ISO 400 escaneado em um escaner HP. A Canon 5D foi usada com uma lente 17-40mm f/4,0. As fotos foram comparadas com um crop de 100% e foram levados em conta quesitos como qualidade geral e nitidez perto das bordas da imagem.

Claro que o teste foi feito sem nenhuma preocupação com padronização, mas mostra também que a velha Olympus Trip (como toda boa câmera 35mm) pode oferecer ainda bons resultados para o amante da fotografia. Se você se interessou pela pequena guerreira, existem exemplares a venda no Mercado Livre com preços variando de R$ 75,00 a R$ 100,00.

Concurso Universitário (0)

Posted 15 December, 2007 in notícias

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Se você está cursando uma Universidade, qualquer curso, e gosta de fotografia, uma boa pedida é o primeiro Concurso Fotográfico Universitário que está sendo patrocinado pela revista Fotografe Melhor juntamente com a Sony do Brasil. Geralmente, concursos fotográficos são uma furada. Tirando os grandes prêmios jornalísticos todos os concursos que exigem que o participante abra mão de seus direitos autorais sobre a imagem querem na verdade montar ou abastecer bancos de imagens com finalidade comercial. Então, um belo dia, você pode ver aquela sua foto que participou de um concurso e não ganhou nada estampada em um comercial ou ilustrando algum texto na internet ou revista. Mas, claro que quem ganhou dinheiro com isso foi o banco de imagem que agora é proprietário de todos os direitos. Então, regra básica, se o concurso exige direitos da imagem fuja como o diabo da cruz.

Mas, a revista Fotografe Melhor sempre realizou concursos sérios e nunca exigiu nada que levasse a desconfiar de suas intenções. Há vários anos é realizado um concurso anual com apoio da Leica e agora estão bancando um concurso voltado para a galera universitária com apoio da Sony. Você pode enviar suas fotos até o dia 20 de dezembro. Para isso é necessário preencher uma ficha de inscrição que está presente na revista. Não é necessário que você recorte a revista, pode ser uma fotocópia, então se você não conseguir encontrar a publicação é só me mandar um e-mail que encaminho um arquivo PDF.

O concurso tem como tema principal o “Olhar Brasileiro” e existem duas categorias em que se pode participar. A primeira é Fotojornalismo, onde podem ser inscritas fotos de cunho jornalistico representando uma realidade ou fato, o que inclui virtualmente qualquer coisa. A segunda categoria é Criatividade, onde são aceitas fotos com direção de imagem feitas ao ar livre ou em estúdio. Edição de imagem através de software só será aceita para parâmetros básico como nitidez, contraste, brilho e saturação. É possível participar das duas categorias com até três fotos cada uma.

A premiação para os três primeiros colocados de cada categoria é a seguinte:

1º lugar - Uma câmera digital Sony Alpha 700 com objetiva 18-200mm; um cartão de memória Memory Stick Pro Duo de 2 GB; certificado de participação; assinatura da revista Fotografe Melhor durante um ano; um dia numa redação de um jornal de grande circulação nacional ou um dia no estúdio de um fotógrafo de renome.

2º lugar - Uma câmera digital Sony Alpha 100K com objetiva 18-70mm; um cartão de memória Memory Stick Pro Duo de 1 GB; um certificado de participação; uma assinatura da revista Fotografe Melhor por 06 meses.

3º lugar - Uma câmera fotográfica Sony Cybershot DSC H9; um cartão de memória Memory Stick de 1GB; assinatura da revista Fotografe Melhor por 06 meses.

Além disso, do 4º ao 10º lugar, receberam certificado de menção honrosa. Todas as fotos enviadas para o concurso são devolvidas ao final do mesmo (se o participante enviar juntamente um envelope endereçado e selado) ou podem ser retiradas na redação da revista. Todas as imagens são usadas apenas para divulgação do concurso na revista e, pelo menos nos concursos anuais, juntamente com a Leica, as 50 melhores fotos de cada categoria acabam sendo publicadas na revista. Se você não retirar suas fotos ou enviar envelope para devolução elas são doadas para reciclagem.

participei dos concursos da Fotografe Melhor e posso garantir sua seriedade, embora nem sempre concordemos com o resultado. Mas, isso é questão de sensibilidade do olhar de cada um.

Orquídeas (2)

Posted 4 December, 2007 in galeria

Não sou um grande fã da macro fotografia. Nunca tive paciência para ficar caçando insetos e outros seres microscópicos. Pode ser que seja pela ausência de um equipamento voltado para esse tipo de fotografia, mas toda vez que tive uma lente macro na mão nunca me interessei em testar seus limites, embora de vez em quando apareça algo bacana para fotografar. Mas, tenho que admitir que gosto de fotografar flores. Embora minhas lentes não tenham um grau de aproximação maior que 25 cm é possível fazer algumas brincadeiras.

As fotos abaixo foram feitas em uma saída do fotoclube de Presidente Prudente a uma exposição de orquídeas. Todas as fotos foram feitas com uma Canon EOS Elan 7, lente 28-90mm, filme Fuji Pro Value ISO 200. Em todas as fotos foi usado o Flash Canon Speed Light 540 EZ. A luz foi rebatida no teto. Embora não tenha ficado perfeito, o resultado foi interessante.

Veja mais aqui

Sigma DP1 - Será que agora vai? (0)

Posted 30 November, 2007 in Equipamentos

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No final do ano de 2006 e durante o ano de 2007 a Sigma alardeou um grande lançamento na área da fotografia. Para aqueles que são exigentes com a qualidade da imagem, mas não querem perder o conforto e a discrição de uma câmera compacta,a empresa japonesa anunciou que iria colocar no mercado a Sigma DP1, compacta com sensor Foveon de tamanho APS-C. Pode parecer pouca coisa, mas isso é muito importante. Pode se tornar o próximo degrau na evolução da fotografia para amadores avançados e até para artistas e profissionais.

Por mais que o consumidor leigo não note, a qualidade de imagem das câmeras fotográficas compactas é apenas aceitável. Embora vários fatores levem a essa baixa qualidade, dois podem ser colocados em destaque. O primeiro deles é o tamanho do sensor. Os sensores que equipam as compactas são muito pequenos e geram imagens muito ruins. Na fotografia vale a regra de que quanto maior o sensor, melhor será a imagem. O segundo fator é a quantidade de megapixels nesse sensor minúsculo. É sabido que a quantidade exagerada de megapixels nos sensores das câmeras compactas é apenas um chamariz para o consumidor e que quanto mais megapixels em sensores do mesmo tamanho, pior será a imagem. Todos levam em conta a definição máxima, quando o que deveria ser levado em conta é a qualidade da imagem gerada. Uma prova de que o consumidor é levado pela ilusão é que câmeras compactas com 8 ou 10 megapixels vem com a opção de foto em padrão VGA (800×600 pixels), que é a opção preferida das pessoas por caber mais de 1000 fotos em um cartão de 1GB.

A DP1 promete acabar com o problema da qualidade de imagem em câmeras compactas. Ela Possuí um sensor Foveon de tamanho APS-C (que é o mesmo sensor que equipa as DSLR da marca), que é 12 vezes maior que um sensor comum de compactas. O sensor Foveon também é uma inovação da Sigma. Ele possuí três camadas especificas que são responsáveis, cada uma, por captar uma das cores primárias (vermelho, verde, azul). Nos sensores normais (conhecidos como Sensor de Filtro Bayer) existe um mosaico quadriculado onde as cores primárias ficam lado a lado. Para formar a imagem existe um processo de interpolação.

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Embora todos tenham recebido com certo entusiasmo o lançamento dessa câmera, o tempo passou e nada aconteceu. Muitos acharam que o protótipo mostrado nas feiras de fotografia do ano passado e desse, pudesse ter algum problema que a Sigma não estava conseguindo resolver. Depois de meses de mistério, a empresa se manifestou ontem (30/11) com um comunicado a imprensa. Segundo Kazuto Yamaki, chefe de operações da Sigma, realmente existiu um problema com o sensor da câmera, que comprometia a qualidade da imagem. Segundo o comunicado ainda não existe uma data certa para o lançamento da câmera, mas ao que parece todos os problemas graves foram resolvidos e o equipamento se encontra em fase de testes. Claro que é uma boa notícia e deixa alguns consumidores com a mão coçando.

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A Sigma DP1 vai ter uma resolução máxima de 14 megapixels e o sensor possuí a proporção 3:2 (igual ao do fotograma de 35 mm). Um detalhe que pode ser estranho a muitas pessoas é que a câmera vai vir com uma lente fixa (sem zoom) de 16mm (equivalente a uma 28mm por conta do fator de corte) e com abertura máxima de f/4. A distância mínima de foco vai ser de 30cm. Existem mais informações disponíveis no site da câmera, mas tudo são promessas e especulações. Só nos resta esperar pelo lançamento. Mas, que não se iludam os consumidores. Essa pequena gracinha deve custar muito caro.

Conto do Vigário (4)

Posted 26 November, 2007 in Equipamentos

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O grande problema do consumidor de produtos eletrônicos é, nem sempre, saber pelo que está pagando. Assistimos uma propaganda na televisão ou a vemos em uma revista de grande circulação e logo acreditamos que aquilo é verdade. Por conta disso é que câmeras como a TekPix e a Genius G-Shot são campeãs de venda e de reclamações dos consumidores. Muitos acabam pesquisando sobre o produto apenas depois que comprou e se deparou com uma verdadeira bomba.

Um exemplo dessa propaganda ilusionista (chamo dessa maneira por não ser totalmente falsa, mas por passar uma idéia errônea ao consumidor) pode ser encontrado no suplemento de natal da Revista Veja dessa semana. Segundo o guia de compra as compactas Lumix FX55 (Panasonic) e Cybershot T200 (Sony) são as únicas câmeras a venda no Brasil que fazem fotos em “Full HD“. Opa, para tudo, para tudo. Como assim fotos em Full HD?!? Ao ler a reportagem nos deparamos com a explicação do fabricante. As duas câmeras possuem como recurso fazerem fotos dentro da proporção 16:9 usando para isso a definição de 1920×1080 pixels.

Agora vamos entender a jogada de marketing. Aproveitando todo o confete que está sendo jogado no início das transmissões da TV Digital no Brasil, os fabricantes resolveram pegar uma carona em toda essa exposição na mídia. Então colocaram o tal de Full HD (High Definition) em suas câmeras. Mas, isso não é novidade em câmeras digitais, pois modelos mais antigos já tinham essa capacidade, e na realidade trás até um incômodo. Como o sensor das câmeras compactas trabalha na proporção de 4:3, usar uma proporção 16:9 (uma foto panorâmica) desconsidera boa parte do sensor. Então, os tais 1920×1080 pixels vai gerar uma foto de 2 megapixels. Essa definição para uma televisão é muita coisa, mas para fotografia é uma ninharia. Qual a vantagem de se ter uma câmera de 8 megapixels de definição máxima se o tal do Full HD vai gerar uma imagem de 2 megapixels?? Ou seja, é uma propaganda não totalmente enganosa, mas ilusionista.

Outro ponto é a chamada da reportagem. No topo da página tem o título: “As imagens feitas por essas câmeras tem qualidade profissional”. Me desculpe quem possuí um desses equipamentos, mas nesse ponto entra a questão da propaganda enganosa. A série T da Sony sempre teve problemas gravíssimos em relação a qualidade de imagem, inclusive com aberrações cromáticas, e a Panasonic, até pouco tempo atrás, não conseguia resolver o problema da quantidade anormal de ruído em suas fotos, mesmo usando lentes Leica.

Se você consumidor está pensando em comprar uma câmera fotográfica digital nesse natal, eu recomendo apostar em empresas que já estão atuando na fotografia há muitas décadas, por conta do conhecimento de causa na produção de seus equipamentos. A pesquisa é o fator decisivo para se fazer um bom negócio.

Novas lentes no mercado (0)

Posted 26 November, 2007 in fotografia, notícias

Com a popularização das DSLR de entrada (mais simples e mais baratas), começou a ser encarado como um problema o fator de corte dos sensores em relação as grande angulares. Como o sensor é menor que o fotograma de 35mm a necessidade de lentes com menores distâncias focais para poder manter o padrão da época da película. Tendo esse segmento do mercado em vista a Sigma está lançando duas novas grande angulares no mercado. A primeira é a Sigma 4,5mm EX DC Circular Fisheye HSM. A lente é uma poderosa Olho de Peixe para sensores APS-C em formato circular. Ela garante uma cobertura de 180º para a imagem e com abertura máxima f/2,8 além de sistema de foto silencioso. A lente ainda não tem preço definido e nem a data de disponibilidade para o consumidor. A outra grande angular anunciada é a Sigma 10mm F2.8 EX DC Fisheye HSM, que também é uma grande angular Olho de Peixe, mas com formato retangular. A abertura máxima da lente é f/2,8 e garante um ângulo de visão de 180º apenas nos sensores DX da Nikon. Nas Canon e nas Sigma o ângulo de visão será de 167º, devido a diferença de tamanho do sensor das três marcas. Outra característica interessante é a possibilidade de foco a apenas 1,8 cm do assunto fotografado.

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Outra empresa que anunciou o lançamento de novas lentes foi a Tokina. Cabe ressaltar que essas lente são voltadas para o uso profissional e por isso são constituídas de material mais resistente do que o plástico industrial normalmente usado em lentes mais baratas. O primeiro lançamento também foi uma grande angular, mas com distância focal mais humilde em comparação com as lentes da Sigma. A Tokina AT-X 116 Pro DX. A lente possuí distância focal de 11-16 mm e uma abertura máxima de diafragma constante de f/2,8. A lente vai estar disponível para Canon e Nikon e o cálculo do fator de corte deve ser feito conforme o tamanho do sensor de cada marca. A lente vai estar disponível em 21 de dezembro ao preço de $ 800,00 dólares. O segundo lançamento da Tokina foi uma lente macro, a Tokina AT-X M35 Pro DX. A lente está disponível para Canon e Nikon e se comporta como uma 50mm (aproximadamente, dependendo do tamanho do sensor). Possuí abertura máxima em f/2,8 e a distância minima de foco é de 14 cm. A proporção de reprodução é de 1:1, mostrando ser uma lente macro bem simples. A lente estará disponível ao consumidor no dia 21 de dezembro ao preço de $ 600,00 dólares.

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fonte: dpreview

Distância focal e fator de corte nas digitais (9)

Posted 23 November, 2007 in Equipamentos

Uma característica interessante das câmeras digitais mais modernas, e que poucos entendem, é a presença do Zoom Ótico. Os fabricantes colocam na propaganda que uma determinada câmera possuí um Zoom de 5x ou 10x, quando na realidade esse é um dado que não explica muito das características da lente. Primeiramente cabe dizer que a lente, juntamente com o sensor e o processador (no sistema digital, claro) são o coração da câmera. Todo o resto que ela possa vir a oferecer são perfumarias que não vão chegar a influenciar a qualidade da foto produzida. No sistema analógico (filme) a lente sempre foi o mais importante (juntamente com um filme de boa qualidade). Fora à câmera com uma boa lente, o outro equipamento essencial é um cérebro bem treinado. Pense antes, fotografe depois.

Distância Focal

Para entender as características das lentes temos que entender os números que vêm escritos nelas. A informação gravada na caixa da câmera de que ela possuí Zoom Ótico de 3x não quer dizer nada se não conhecemos suas características. Vamos usar como exemplo a câmera analógica Canon EOS 300V. Ela vem de fábrica com uma lente 28-90mm. Essa numeração em milímetros indica a distância focal da lente. Com a lente em posição de 28 mm estou dizendo que a imagem percorre 2,8 centímetros do centro focal da lente até atingir o filme. Nesse mesmo contexto milímetros mais baixos indicam que a lente pode captar imagens mais amplas (grande ângular) e com mílimetros mais altos é possível fechar em maiores detalhes (tele objetiva). Para descobrir quanto de zoom a lente possuí é só dividir a distância focal máxima pela distância focal mínima. No caso da 28-90mm ela possuí 3x de zoom. Isso se mostra relativo a ponto de que uma lente 100-300 tem um zoom de 3x também, mas na prática aproxima muito mais o objeto fotografado do que a 28-90mm.

Câmeras que aparentemente possam ter zoom semelhante, podem ser completamente diferentes por conta das distâncias focais máxima e mínima.

Funcionamento nas digitais

A questão das lentes nas digitais é um pouco mais complicada. As lentes feitas para o sistema analógico mudam seu comportamento nos sensores digitais que são menores do que o fotograma de 35 mm (36×24mm). Porém, a imagem produzida continua sendo do mesmo tamanho. Então o padrão do filme continuou sendo aplicado as câmeras digitais, mas temos que respeitar as proporções. É isso que chamamos de fator de corte (ou crop) nas digitais. Por exemplo, uma câmera Canon com sensor APS (sensor com o tamanho de 23,7×15,63 mm que equipa a maioria das câmeras digitais reflex) vai sofrer um fator de corte de 1,6x. Então, uma lente de 50mm vai se comportar como uma de 80mm nas câmeras digitais.

Parece ser um pouco complicado, mas na verdade é simples. Sendo o sensor digital menor do que o filme ele vai ocupar uma parte menor da lente, mais ao centro, e vai gerar uma imagem do mesmo tamanho que um filme de 35mm. Como ele está desprezando as bordas da lente é como se a câmera já tivesse um zoom de 1,6x independente da lente. Então se eu usar a lente analógica da EOS 300V em uma digital a distância de 28-90mm se comportará como uma 44-144mm.

Para entender melhor esse conceito vamos ver algumas imagens

Imagine uma lente de 50mm (a mais comum que existe)

E essa lente colocamos em uma câmera com filme comum, onde a área de cobertura é de 36×24 mm.

E depois batemos uma foto com essa lente e o filme

Depois pegamos essa mesma lente e colocamos em uma câmera digital com sensor APS de tamanho 27,3×15,63mm. Note que o ângulo de visão do sensor em relação a lente diminuiu.

Depois fazemos a mesma foto com a mesma distância e a mesma situação. Notem o corte que a imagem vai sofrer.

As duas imagens tem o mesmo tamanho físico, mas o angulo da visão da digital é 1,6x mais fechado que a do filme e usando a mesma lente. Esse é o principio do fator de corte nas digitais.

Existem pontos positivos e negativos nessa característica. O negativo é que você perde a potência das grandes angulares (lentes mais amplas) sendo necessário adquirir lentes com milimetragem muito baixa (15mm). Os pontos positivos são que as tele objetivas ganham mais potência e as bordas das lentes (geralmente menos nítidas) não são aproveitadas pelo sensor, produzindo imagens com mais qualidade, que só seriam possíveis com lentes mais caras.

Nas digitais compactas

Nas digitais compactas o fator de corte é ainda maior por conta do minusculo sensor que elas possuem. A Fuji Finepix S6500FD possuí um sensor de 1/1,7” (um dos maiores entre as compactas) e uma lente de 6,2-66,7mm. Por conta do tamanho do sensor essa lente se comporta como uma 28-300mm dentro do padrão 35mm. Ou seja, um fator de crop de aproximadamente 4,5x.

Como em tudo na fotografia, a escolha da lente ideal tem a ver com o uso que se vai fazer. Se o maior uso da câmera é o de fotografar grupos de pessoas então uma boa grande angular é importante. Mas, se o objetivo for fotos de natureza deve-se priorizar uma boa tele-objetiva. Sempre lembrando que o mais acertado é investir em marcas tradicionais dentro da fotografia e nem sempre confiar em industrias de eletroeletrônicos que entraram no ramo por conta da fotografia digital.

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