Crianças (2)

Posted 20 November, 2007 in Ensaios, galeria

Em 2006 fiz um workshop de fotografia com o grande fotógrafo Iatã Cannabrava. Dentro desse trabalho foi estudado a maneira correta de se planejar, realizar e editar um ensaio. Embora muitos pensem que ensaio é apenas coisa da revista Playboy, todo trabalho fotográfico em que se tenha uma unidade formal e uma unidade temática pode ser encarado como um ensaio. O próprio Iarã trabalha a anos com projetos voltados para o registro das periferias do mundo e um trabalho muito bacana realizado na Parada Gay de São Paulo.

O workshop serviu para me mostrar e reafirmar algo que já estou careca (metaforicamente) de saber: a minha praia é fotografar pessoas. Mais especificamente retratos. Dentre todo tipo de retrato possível o mais divertido e gratificante de se fazer são os de crianças. As fotos abaixo foram feitas em uma periferia de minha cidade e são rostos sem nome. Não me preocupei em pedir o nome das crianças e, por razões práticas, não estou aqui me preocupando com o direito a imagem (tema de um próximo post), pois nenhuma imagem está sendo utilizada para fins lucrativos.

Todas as fotos foram feitas com negativo colorido Fuji ProValue de ISO 200 (sim, eu ainda fotografo com filme, coisa que também vou explicar futuramente). A Câmera foi uma EOS Elan 7 da Canon com uma objetiva fixa (prime) de 50 mm. Abertura e velocidade não foram marcadas na hora da realização das fotos (uma clara vantagem do digital e seu exif). Os negativos foram escaneados em um minilab da Noritsu e as imagens foram convertidas para o preto e branco no Photoshop CS3.

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Sensores fotográficos (5)

Posted 19 November, 2007 in Equipamentos, Tutoriais

Andando pelos sites intenacionais de fotografia acabo me assustando com a quantidade de novos lançamentos. Ainda fico surpreso em saber que câmeras fotográficas já ultrapassaram o patamar de objetos específicos para um específico e já se transformaram em adereços, como celulares. Hoje é comum que cada membro de uma família (principalmente nos Estados Unidos, Európa e Japão) tenham sua câmera fotográfica. Isso estrapola um pouco o campo da necessidade e entra no da vaidade. Quando a fotografia digital surgiu ela era primitiva e com várias deficiências (alguém se lembra das câmeras Mavicas da Sony?). Mas, essas deficiências foram sendo vencidas nos primeiros anos e hoje estamos em um patamar tecnológico em que é muito dificil surgirem novidades que possam fazer o consumidor trocar o seu equipamento. Como essas inovações são raras os fabricantes lanças novos modelos com mais e mais megapixels. Hoje encontramos adolescentes que querem trocar a sua câmera de 5 por uma de 7 ou 10 megapixels, mesmo que ele só faça fotos em VGA (800×400) para por no Orkut ou em algum blog. Os fabricantes vendem a definição como revolução tecnológica e qualidade de imagem, quando na verdade não é bem assim. Vários fatores interferem na qualidade de uma imagem digital e, entre eles, está o tamanho e o tipo do sensor de sua câmera fotográfica.

Sempre que realizo a análise de uma câmera fotográfica eu faço questão de colocar o tamanho do sensor da mesma. Pode parecer um detalhe técnico sem importância, mas a qualidade de uma imagem digital (que deveria ser o fator mais importante na avaliação de uma câmera) é determinada pela lente, processador interno da câmera e qualidade do sensor. Dentre os atributos de qualidade de um sensor temos que levar em conta o seu tamanho e o tipo.

Tipos de sensores

Nem todos os sensores de câmeras digitais são iguais. Eles possuem diferenças quanto a sua fabricação e consumo de energia. Veja os principais modelos existentes.

CCD (charge-coupled device) - é o tipo mais comum e equipa a maioria das câmeras compactas e DSLR. Apesar de sua qualidade de captura de imagem ser a melhor que existe ele consome muita energia e sua produção é muito cara.

CMOS (complementary metal-oxide-semiconductor) - sensores mais baratos e com baixo consumo de energia. Seus resultados costumam ser abaixo da qualidade do CCD, mas seu preço faz com que ele equipe a maioria das câmeras de baixa qualidade a venda no mercado (Tekpix, Genius G-Shot), mas é usado com sucesso nas DSLR da Canon, onde os fatores de qualidade da lente e do processador interno fazem a diferença.

Foveon - Sensor desenvolvido pela Sigma para equipar suas câmeras reflex. O Foveon se baseia em uma tecnologia de três camadas, onde cada uma é responsável por capturar uma das três cores primárias (vermelho, verde, azul). Nos sensores comuns as três cores são capturadas em uma única camada em forma de mosaico. Em sua última versão, que equipa a câmera SD14, cada camada possuí um pouco mais que 4 megapíxels somando um total de 14 megapíxels de definição máxima. Ainda não tive a possibilidade de ver a qualidade das imagens geradas por esse sensor por conta do recente lançamento.

O futuro - por mais que a tecnologia avance dia a dia, algumas surpresas ainda estão por vir. A Fuji está trabalhando em uma tecnologia muito parecida com a do Foveon e batizou seu projeto como Sensor Orgânico (CMOS Organic Image Sensor). Ele esta planejado para ser lançado em 2008 e, se fizer metade do que a empresa promete, vai tornar tudo que conhecemos como fotografia digital obsoleto.

Tamanho do sensor

Esse é um fator muito importante. Existem vários tamanhos de sensores no mercado. A norma dita que quanto maior o sensor melhor vai ser a qualidade da imagem. Isso acontece também por conta do tamanho do píxel. Quando dizemos que uma câmera tem 5 megapíxels estamos afirmando que existem 5 milhões de píxels em seu sensor. Quando um fabricante lança um novo modelo com 6 megapíxels, mas com o sensor do mesmo tamanho do modelo anterior, implica em diminuição do tamanho do píxel para que mais um milhão sejam alojados nesse sensor. O píxel é a unidade básica de captação de luz no sensor. Quanto maior for seu tamanho físico melhor será a qualidade da imagem. Veja na figura abaixo a relação de tamanhos de sensores disponíveis no mercado (essa figura foi retirada de um tópico do forum Mundo Fotográfico. Para ver o tópico e a figura em tamanho maior é só clicar aqui.

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Existem duas câmeras com sensores do mesmo tamanho que os antigos negativos de 35mm (Fullframe): as Canon Eos 5D (12 megapíxels) e 1Ds Mark (8 e 16 megapíxels). As demais se utilizam de sensores menores que causam distorções nas distâncias focais das lentes (fator de corte,ou crop, mas isso eu trato em outro post). O principal efeito causado pela diminuição constante do tamanho do píxel é o nível de ruído em fotos com pouca luz. O ruído é uma aberração cromática onde o píxel acaba se comportando de maneira errada e apresentando uma cor que não é a real, gerando uma granulação estranha na foto. Isso acontece com fotos onde o ISO é elevado.

Dá próxima vez que for comprar uma câmera fique atento para estes detalhes. O tamanho e o tipo do sensor da câmera podem oferecer um indicativo da qualidade do equipamento. Desconfie de equipamentos compactos com um zilhão de píxels e sensores pequenos. Hoje, 4 megapíxels seriam suficientes para suprir as necessidades de 90% dos usuários domésticos. As vazes, nem tudo que é mais moderno é melhor.

White Balance (Balanço de Branco) (4)

Posted 15 November, 2007 in Tutoriais

Ontem uma amiga do nosso Fotoclube aqui de Presidente Prudente, me perguntou o que era Balanço de Branco. Isso por conta de uma discussão que estava rolando no Google Groups sobre um filtro que está sendo vendido pela Mako para fazer o ajuste manual do Balanço de Branco. Depois de passar algumas informações para ela cheguei a conclusão que mais pessoas podem ter esse tipo de duvida e resolvi escrever esse post.

Mas, para entender esse interessante recurso, que nem sempre é aproveitado, temos que conhecer um pouco de temperaturas de cores. Existem diversos tipos de fontes de luz que irradiam tonalidades diferentes. Nesse contexto uma lâmpada de tungstênio (comum em equipamentos de iluminação de vídeo) vai emitir uma luz de tonalidade diferente de uma luz fluorescente. Essas diferentes tonalidades são chamadas de temperatura da escala de cor. Essa escala é medida em Kelvins (K). Nesse sentido a luz azul dos dias nublados é fria e a amarela das lâmpadas incandescentes (tungstênio e halógenas) é quente.

Em câmeras analógicas que utilizam a boa e velha película (filme), para driblar esses inconvenientes utilizamos filtros coloridos. O objetivo é fazer com que a luz artificial fique o mais próxima possível da tonalidade da luz do dia. Por exemplo, se estiver fotografando em um ambiente iluminado com luz halógena, um filtro azul tira grande parte do amarelado da cena. Porém, e sempre tem um porém, o uso de mais um obstáculo entre a lente e o objeto fotografado tira um pouco da luminosidade da cena obrigando o fotógrafo a usar velocidades mais baixas e diafragma mais aberto, tornando a ocorrência de fotos tremidas mais comum.

Na fotografia digital os filtros coloridos foram substituídos pelo Balanço de Branco. A maioria dos usuários nem sabe de sua existência, pois nas câmeras mais simples ele ocorre de forma automática. Em câmeras intermediárias (a maioria dos modelos da Sony possuí esse recurso) existe a opção do Balanço de Branco automático e várias opções pré-programadas (as categorias principais são luz solar, dia nublado, luz fluorescente, luz de tungstênio ou incandescente, e luz de flash). Algumas câmeras possuem várias subcategorias como, por exemplo, três tipos de ajustes para luz fluorescentes, dependendo da potência da lâmpada. E nas câmeras muito avançadas é possível fazer o ajuste do Balanço de Branco de forma manual.

Esse recurso se chama Balanço de Branco porque a câmera tenta se regular para que o branco seja dessa maneira representado nos diferentes tipos de iluminação. A partir da cor branca todas as outras regulagens vão ser feitas para representação das outras cores. Nas câmeras mais que possuem o ajuste manual (algumas prosumers e nas DSLR) esse ajuste é feito apontando a objetiva para uma superfície branca (pode ser uma parede ou outra superfície com a cor branca) e acionando a regulagem. Você está dizendo para a câmera que aquilo naquele ambiente é o branco e ela vai regular as outras tonalidades a partir desse parâmetro. Existem cartões de cor branca que são vendidos em lojas de equipamentos fotográficos para que sejam levados na bolsa para a impossibilidade de achar uma superfície branca no local a ser fotografado. O filtro da Mako, citado no início do post tem a mesma finalidade.

Embora possa parecer um papo muito técnico para o fotógrafo que não tem nenhuma pretensão com a fotografia (aquele que usa a câmera para baladas e churrascos da família) é sempre bom ter um pouco de conhecimento. Uma foto bem feita e com cores equilibradas (humm, gerenciamento de cores é outro assunto cabeludo que fica para outra ocasião) é bem mais agradável aos olhos, mesmo que seja aquela zuação com seu irmão dormindo com o dedo na boca.

Uma característica muito interessante é que o ajuste automático do WB não é infalível. Ele tende a se confundir, principalmente quando diferentes fontes de luz são misturadas ou em ambientes pouco iluminados. Se sua câmera possuí modos pré-programados experimente todos eles e veja o que se enquadra nas situações mais comuns em que você fotografa. Se seu equipamento possuí o ajuste manual, aprenda a utilizá-lo pois o resultado será bem melhor. Agora, se você gosta de experimentações e fotografia artística misture as regulagens e veja as tonalidades malucas que podem aparecer como, por exemplo, fazer a foto na luz de dia com o WB de luz incandescente. Você vai perder várias horas se divertindo.

O que é ser profissional? (1)

Posted 12 November, 2007 in Equipamentos, diversos

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Andando pelo Orkut encontrei na comunidade Câmeras DSLR Brasil (uma das poucas comunidades sérias sobre fotografia dentro daquele ambiente) mais uma discussão sobre o que separa o fotógrafo profissional no fotógrafo amador. Em certo momento o Geraldo Garcia (fotógrafo e dono da comunidade) dispara o seguinte texto:

“É exatamente o que já falaram. Fotógrafo profissional é quem tem fotografia por profissão. Ponto!

Só para ilustrar e complementar vou citar umas ponderações minhas (tudo impressão e opinião maluca da minha cabeça baseada no que já presenciei). Primeiro alguns pontos importantes:

1) Chamarei de fotógrafo profissional no texto seguinte toda e qualquer pessoa que tira seu sustento da fotografia (de qualquer tipo). São profissionais, por exemplo, lambe-lambes, fotógrafos de guerra, de casamento, de publicidade, de “balada”, de moda, retratistas, etc.
2) Chamarei de fotógrafo amador toda pessoa que tem a fotografia por hobby e, conseqüentemente, se dedica a essa atividade com prazer (ainda que de forma esporádica). Não estou chamado de fotógrafos amadores as pessoas que levam uma compacta na viagem ou na “balada” para tirar fotos com os amigos. Fotógrafos amadores fotografam pelo prazer de fotografar e não somente para registrar momentos.

Bom, dito isso, solto a bomba: Se eu desse nota de 1 a 10 para a todo fotógrafo que conheci até hoje e fizesse médias separadas dos profissionais e dos amadores, acho que os profissionais teriam nota média em torno de 5 e os amadores em torno de 7. Sério mesmo.

Algumas das melhores fotos que já vi foram feitas por profissionais, mas praticamente TODAS as piores também.

Não me excluo dessa conta! Parte do “ser profissional” é saber entregar a foto suficientemente boa para o serviço, no tempo certo e com preço justo. Produzir qualidade absoluta e “obras primas” a cada trabalho não é possível, não é importante e nem sábio. Por conta disso dou nota 7 e até 6 para muita coisa que faço profissionalmente. É raro ser contratado e pago para entregar nota 10, mas claro que quando acontece é que o bom profissional se destaca.

Via de regra fotógrafos “amadores avançados” sabem muito mais de fotografia que fotógrafos profissionais e os profissionais sabem muito mais sobre “como matar o leão” e como tirar leite de pedra no sufoco do que os amadores.”

Ou seja, fotografia de qualidade não é, necessariamente, feita por aquele cara profissional que tem uma Nikon D2x. Pode ser feita por aquele cara que tem uma Fuji F5200 e tem a fotografia como prazer. Aprendam a diferença.

Olympus E-3 (0)

Posted 7 November, 2007 in Lead Story, fotografia, notícias

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A Olympus anunciou nesse mês de outubro o lançamento de sua DSLR profissional de 10 megapixels, a E-3. Sucessora da E-1, que foi lançada em 2003, essa câmera vem para concorrer no disputado mercado de DSLR de 10 megapixels e vai ter pela frente concorrentes de peso como a Canon 40D e a Pentax K-10D.

A camera não trás grandes novidades. A única coisa que chama atenção é o já tradicional sensor quatro terços que confere às DSLR da Olympus um fator de corte de 2x. A Olympus ainda está fazendo mistério sobre o lançamento. Nenhum reporter ainda teve acesso ao equipamento. O que foi mostrado foi o press release e um par de fotos. As vendas vão começar no fim de novembro e o preço estipulado para o corpo da câmera na Európa é de $ 1.099,00 euros.

Juntamente com a nova câmera a Olympus está disponibilizando quatro novas lentes para a série E e um teleconversor de 2x. As lentes que vão ser lançadas são ED 12-60mm (24-120mm) 1:2.8-4.0 SWD, ED 50-200mm (100-400mm) 1:2.8-3.5 SWD, ZUIKO DIGITAL ED 14-35mm (28-70mm) 1:2.0 SWD, e a ZUIKO DIGITAL ED 70-300mm (140-600mm) 1:4.0-5.6. Lembrando que como o fator de corte é de 2x, os valores entre parentes são o comprimento focal equivalente em câmeras de 35mm.

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gilson

Fonte: Dpreview

O Mistério dos Orbs (2)

Posted 7 November, 2007 in Equipamentos, diversos

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Algum tempo atrás eu tive o privilégio de ler o livro “O Mundo Assombrado pelos Demônios” do astrônomo americano Carl Sagan (1934-1996) onde a principal meta do autor era descobrir porque o mundo moderno ainda se aprofunda em crenças e superstições por mais que a ciência avance. Na obra Sagan elege a ciência como uma vela que tenta brilhar em um mundo escuro e assombrado por velhas crenças, fanatismos e superstições. Nas palavras do autor “as conseqüências do analfabetismo científico são muito mais perigosas em nossa época do que em qualquer outro período anterior, devido aos perigos potenciais dos avanços tecnológicos na vida cotidiana, quando mau utilizados” (pg 21). Sagan foi um dos grandes divulgadores da ciência de nossa atualidade e foi criador e apresentador do programa Cosmos, que trazia semanalmente uma grande curiosidade da galáxia.

Estou escrevendo essa pequena introdução porque na semana passada um amigo meu pediu para responder a uma pergunta sobre máquinas fotográficas digitais no Yahoo!Respostas e depois de fazê-lo dei uma passada pelos outros tópicos da seção de fotografia. Além de me ver diante das perguntas mais bizarras, sendo respondidas de maneira igualmente bizarra, me deparei com um tópico que em qualquer fórum sério de fotografia seria tratado como piada. Um rapaz queria saber sobre os Orbs e se eles realmente existiam. Sem saber bem do que se tratava comecei a procurar na internet e me deparei com uma infinidade de páginas relacionadas a isso.

O caso é o seguinte, uma quantidade anormal de pessoas que se dizem civilizadas acreditam que pequenas manchas brancas de forma esférica que aparecem em algumas fotos digitais são seres de outras dimensões que são captados pelo sensor das máquinas. Tentei encarar as páginas como brincadeira, mas lendo um pouco mais ví que essas pessoas falam sério e isso me deu medo. Vejam alguns exemplos:

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Para quem não sabe essas pequenas esferas são comuns em máquinas digitais compactas onde a lente não tem uma qualidade muito boa e o flash embutido fica em um ângulo errado para com a lente. Esses Orbs nada mais são do que o reflexo do flash em partículas em suspensão no ar. Até pequenos grãos de poeira podem causar esse efeito. Em vez de perguntarem a um profissional sobre o problema as pessoas preferem acreditar em gnomos (mais ou menos como a Xuxa). Nesse aspecto a ignorância científica das pessoas cria superstições e lendas.

Carl Sagan morreu defendendo a postura científica contra a ignorância, mas ao que parece o seu último livro tinha razão. Quanto mais evoluímos, mais supersticiosos e ignorantes nos tornamos. Tomara que alguém como ele surja logo para tomar seu lugar.

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PS1 - Vejam alguns sites muito “sérios” que tratam dos Orbs

http://www.metawake.info/pages/orbs.html

http://www.portais.org/_enr/orbs/index.htm

PS2 - Se você não conhece O Mundo Assombrado pelos Demônios eu indico uma leitura urgente. Escape do fanatismo e da superstição. Sagan é o melhor remédio.

Câmara Escura (2)

Posted 6 November, 2007 in diversos

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A fotografia é igual a televisão. Embora existam nomes importantes ligados ao seu desenvolvimento é quase impossível assinalar um único inventor para sua criação. Juntamente com todos os nomes envolvidos podemos delimitar que seu desenvolvimento se baseou em avanços dentro da física ótica e da química. Na química a contribuição veio da descoberta de que certos sais de prata se queimavam e deixavam impressões quando expostos a luz. A descoberta da ótica estava ligada a Câmara Escura. Alguns atribuem ao próprio Aristóteles essa descoberta, mas o que temos como fato é que o artifício já era usado na Grécia Antiga e posteriormente por Leonardo Da Vince na Renascença. A teoria é muito simples. Se você estiver em um quarto totalmente escuro e fizer um pequeno buraco redondo em um dos lados do cômodo, tudo o que estiver do outro lado da parede vai ser projetado na parede contraria com a peculiaridade de estar de cabeça para baixo.
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Passaram-se séculos para que essas duas invenções fossem reunidas por Joseph Nicéphore Niépce para criar a primeira fotografia do mundo em 1826, depois de 8 horas de exposição, e de Louis-Jacques-Mandré Daguerre ter criado a primeira câmera fotográfica comercialmente viável em 1835 que ele batizou de Daguerreótipo. Daquela época para hoje muita coisa mudou. As câmeras ficaram mais modernas e as velocidades de captura aumentaram, tornando a fotografia uma atividade acessível aos leigos e não apenas a profissionais, mas, ainda assim, uma expressão artística. Agora vivemos em um mundo de megapixels e unidades de armazenamento de dados, mas a fotografia continua a mesma. As mesmas leis físicas da ótica ainda se aplicam e a Câmara Escura ainda é a mesma. Mas, a meu ver, o que mudou foram os fotógrafos.

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Hoje a fotografia passa por um momento explosivo que pode ser comparado apenas ao que existiu em 1888 quando George Eastman lançou a primeira câmera Kodak com filme de rolo. Esse ato popularizou a fotografia que antes era feita com grandes equipamentos e vários produtos químicos. Hoje, a facilidade da fotografia digital e seu aparente baixo custo trouxe o grande público de volta a sua prática. É só procurar pelo Flickr ou Picasa que encontramos grandes fotógrafos que usam essa arte como forma de hobby ou de terapia. A arte se desenvolve de forma livre e sem fronteiras. Mas, também existe o outro lado. Pessoas que compram câmeras caríssimas por conta do modismo da tecnologia e não conseguem extrair nenhuma imagem de qualidade.

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Por esse e outros motivos que a idéia de criar esse blog me persegue a algum tempo. Aqui vamos discutir um pouco sobre arte, composição, câmeras, história, ensaios e grandes fotógrafos. Vou falar um pouco sobre os recentes lançamentos tecnológicos, mas espero que esse não seja o foco principal do blog. Meu intuito é falar sobre fotografia e, na medida do possível, interagir com o leitor para resolver as dúvidas básicas que assolam a todos os fotógrafos iniciantes. Já tenho alguns textos prontos e, conforme os leitores forem apresentando suas duvidas, outros vão ser escritos, mas sempre lembrando que fotografar é uma arte e assim a fotografia será tratada por aqui.

Espero que todos gostem dos textos e que os trabalhos comecem.

O fotógrafo profissional (1)

Posted 8 October, 2007 in fotografia, off-topic

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Andando pelo Orkut encontrei na comunidade Câmeras DSLR Brasil (uma das poucas comunidades sérias sobre fotografia dentro daquele ambiente) mais uma discussão sobre o que separa o fotógrafo profissional no fotógrafo amador. Em certo momento o Geraldo Garcia (fotógrafo e dono da comunidade) dispara o seguinte texto:

“É exatamente o que já falaram. Fotógrafo profissional é quem tem fotografia por profissão. Ponto!

Só para ilustrar e complementar vou citar umas ponderações minhas (tudo impressão e opinião maluca da minha cabeça baseada no que já presenciei). Primeiro alguns pontos importantes:

1) Chamarei de fotógrafo profissional no texto seguinte toda e qualquer pessoa que tira seu sustento da fotografia (de qualquer tipo). São profissionais, por exemplo, lambe-lambes, fotógrafos de guerra, de casamento, de publicidade, de “balada”, de moda, retratistas, etc.
2) Chamarei de fotógrafo amador toda pessoa que tem a fotografia por hobby e, conseqüentemente, se dedica a essa atividade com prazer (ainda que de forma esporádica). Não estou chamado de fotógrafos amadores as pessoas que levam uma compacta na viagem ou na “balada” para tirar fotos com os amigos. Fotógrafos amadores fotografam pelo prazer de fotografar e não somente para registrar momentos.

Bom, dito isso, solto a bomba: Se eu desse nota de 1 a 10 para a todo fotógrafo que conheci até hoje e fizesse médias separadas dos profissionais e dos amadores, acho que os profissionais teriam nota média em torno de 5 e os amadores em torno de 7. Sério mesmo.

Algumas das melhores fotos que já vi foram feitas por profissionais, mas praticamente TODAS as piores também.

Não me excluo dessa conta! Parte do “ser profissional” é saber entregar a foto suficientemente boa para o serviço, no tempo certo e com preço justo. Produzir qualidade absoluta e “obras primas” a cada trabalho não é possível, não é importante e nem sábio. Por conta disso dou nota 7 e até 6 para muita coisa que faço profissionalmente. É raro ser contratado e pago para entregar nota 10, mas claro que quando acontece é que o bom profissional se destaca.

Via de regra fotógrafos “amadores avançados” sabem muito mais de fotografia que fotógrafos profissionais e os profissionais sabem muito mais sobre “como matar o leão” e como tirar leite de pedra no sufoco do que os amadores.”

Ou seja, fotografia de qualidade não é, necessariamente, feita por aquele cara profissional que tem uma Nikon D2x. Pode ser feita por aquele cara que tem uma Fuji F5200 e tem a fotografia como prazer. Aprendam a diferença.

gilson

39 Megapíxels (0)

Posted 4 October, 2007 in fotografia, notícias

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O que você faria com uma câmera de 39 megapíxels???? Provavelmente nada, a não se que trabalhe no ramo da moda ou publicidade que necessitam de alta definição. Por isso é que se torna um sonho para poucos adquirir a nova Hasselblad H3d II. Veja algumas especificações desse brinquedinho:

Resolução do sensor: 39MP
Dimensões do sensor: 36,7 x 49,0mm
Tamanho das imagens: 3FR 50 MB de media, TIFF 117MB
Modo de disparo: Disparo único
Definição de cor: 16 Bits
ISO: 50, 100, 200, 400
Armazenamento: CF TIPO II
Filtro IR: Montado sobre o sensor CCD
Sistemas operativos compativeis: Macintosh: OSX, PC: NT, 2000, XP e Vista
Tipo de ligação ao pc: FireWire 800 (IEEE1394b)
Peso: 2175 g.

Para os leigos pode parecer esquisito que a sensibilidade ISO vá até apenas 400 e a câmera só possua modo de disparo único. Mas, esse é um equipamento feito para se trabalhar em estúdio onde todas as fotos são muito bem pensadas e raramente se usa ISO acima de 200. Para quem se interessou o brinquedinho acima está disponível na Europa pela singela quantia de 27.000 euros.

gilson

Novo Lançamento (1)

Posted 15 September, 2007 in fotografia, off-topic

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Esse modelo só falta fazer café e torrada, hehehe. Essa imagem apareceu em diversos foruns de fotográfia nesse último mês e é, obviamente, uma sátira aos novos lançamentos da industria fotográfica onde a perfumaria (aparatos tecnológicos) está ficando mais evidente do que a qualidade da imagem.

gilson

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